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Conheci o pastor Enéas Tognini quando ainda era garoto. Ele foi poucas vezes à Igreja Batista no Cambuci para realizar algumas séries de conferências –era assim que chamávamos os trabalhos especiais da Igreja Batista à época. Após alguns anos, houve o movimento de renovação e a consequente separação (batistas brasileiros e nacionais).
Quando fui conhecer o STBN-ET (naquela época ainda se chamava Seminário Teológico Batista Nacional em São Paulo) nos idos de 1983, reencontrei o amado pastor, que logo se tornou meu professor e amigo no Seminário.
As conversas na sala dos professores, nas várias vezes em que fui buscá-lo para ministrar na IBRAV (Igreja Batista Renovada Água da Vida, à qual pastoreio, no Jardim Tremembé, em São Paulo/SP), e nos vários trabalhos da Convenção Batista Nacional do Estado de São Paulo (CBN-SP) e da ORMIBAN-SP (Ordem dos Ministros Batistas Nacionais do Estado de São Paulo) foram reforçando cada vez mais o vínculo de amizade e de pastorzão -que sempre tinha uma palavra de incentivo, orientação, ou simplesmente como amigo mesmo.
Uma das histórias -que ele fazia questão de repetir diversas vezes-, envolvia o risco que o Brasil correu nos anos 60 (mais precisamente 1963-1964), onde houve levantes para tentar levar o país para o comunismo. Pastor Enéas, como bom cristão, era avesso totalmente à ideia de ver seu país mergulhado no comunismo, fosse o chinês ou o russo.
Ele fazia um programa no rádio e, nesse espaço, orientava o público -não somente os cristãos, mas todos aqueles que eram conservadores-, a tomar cuidado com as artimanhas malignas que tentavam enganar o povo.
Suspeitando que poderia tratar-se de um agente infiltrado ou camuflado do Partido Comunista, o pastor Enéas Tognini foi conduzido ao alto comando das Forças Armadas aqui em São Paulo onde, questionado sobre sua real preocupação, garantiu que sua intenção era preservar a nação e livrá-la do comunismo.
Recebeu o total apoio das Forças Armadas e iniciou o famoso Dia Nacional de Jejum e Oração pela pátria. Todos os dias 15 de novembro as igrejas -e não somente as batistas nacionais, mas muitas e de diversas denominações-, reuniam-se desde a manhã até o anoitecer, em oração e jejum pelo Brasil.
Foi perseguido pelo seu posicionamento, criticado duramente por pessoas da esquerda e centro esquerda -e até mesmo a homenagem que seria feita em sua memória (Estação Vila Mariana-Enéas Tognini do Metrô de São Paulo) foi cancelada por insistência e ação de grupos e partidos de esquerda, que a boicotaram.
Ouvi essa história diversas vezes, por minha proximidade com o pastor Enéas Tognini e posicionamento similar ao dele. Recebi em minha casa cartas ameaçadoras, a mim e minha família; quando conversei com ele, mostrou-me outras iguais que também estava recebendo.
Jesus é bom, e o país conseguiu se livrar –naquela época. São muitas as histórias de vida e testemunhos que ouvi deste homem.
Pr. Omar Bianchi,
Igreja Batista Renovada Água da Vida - IBRAV Tremembé