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O vale da sombra da morte

Publicado em: 07/07/2016 por CBN-SP

Ainda que eu ande pelo vale da sombra e da morte

Sl 23.4 “Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.”

Pelo título, está mais para filme de terror, parecendo tão sombrio e cavernoso. Vindo de um salmo tão lindo e tão amado por todos os leitores da Bíblia, incluindo mesmo os que não têm muitas afinidades com a Palavra de Deus.

Um poema que expressa tamanha comunhão e confiança em Deus, traz também uma citação arrepiante, até de apenas citar. Mas sabemos que a vida é mesmo cheia de antíteses, os opostos estão aí sempre encarando e desafiando a gente. A preciosidade da vida é valorizada diante da frieza da morte. Gostamos tanto da luz, até exatamente pelo medo e insegurança que as trevas nos impõe. A pureza é tão desejada porque a imundícia repulsa e enoja. Amizade é tão celebrada, devido a todos os riscos e perigos da inimizade. Tem muita até disposta a querer o céu, não por amar a Deus, mas por medo e achando que vai fugir do horror do inferno. Então é justo, num salmo que valoriza a suficiência de quem tem fé e confiança num pastor tão competente, porque a ausência de um pastor na alma, pode ser desastroso, pois “Se o Senhor é meu pastor e NADA me faltará;” o contrário disso não é nada bom, a começar por faltar o próprio pastor então certamente vai faltar TUDO.

Algum tempo atrás, estava meditando e em oração ao mesmo tempo debruçado sobre este texto e buscando uma palavra que abençoasse o meu coração, quando de repente me vi interiormente envolvido pela expressão “vale da sombra da morte” e como já sabia intelectualmente que se trata de uma figura que fala de uma situação difícil, uma ocasião de provas e lutas que passamos e que é muito difícil, mas contando com a graça de Deus, a gente saí do outro lado e a vida continua. Mas o meu espírito absorveu algo novo, da intimidade com o Senhor e numa profunda conversa eu entendi que é bem mais do isso que sabemos maquinalmente.

Ninguém intencionalmente vai a esse vale; ninguém em sã consciência entra nesse vale, é uma idéia suicida, é uma viagem sem volta; é tão sinistro, macabro, maligno, tétrico, que não dá nem mesmo para descrever. Aquelas idéias que vemos em filmes de terror, horror, perto da realidade do vale da sombra da morte, é para os fracos, como dizem a galera moderna. Ninguém então entra nesse vale por acidente ou por ser desavisado, ingenuidade, ou descuido e acaba caindo em dificuldades. Só entra nesse vale, quem não tem outra escolha, outra opção e faz isso porque é o único meio que ela tem de por exemplo resgatar alguém que ama e que o inferno e a morte a está devorando e por amor a essa alma, a pessoa arrisca-se a entrar no vale da sombra da morte.

Vi, poucos dias uma reportagem de uma mãe desesperada com o filho viciado em drogas e que ficou refém de traficantes numa quebrada que nem a polícia entrava; Ela entrou lá, na boca, desafiou a gangue entrou na casa pegou filho e saiu abraçado com ele e o levou de volta e o desespero dela era tal, que ninguém, nem a turma armada até os dentes e nem o chefe da gangue ousou reagir, vendo a valentia dela. Nem os parentes e nem as autoridades acreditaram que qualquer dos dois sairiam vivos de lá. Essa mãe entrou e saiu do vale da sombra da morte. O salmista disse, que tendo o Senhor como seu pastor, “ainda que andasse” por esse vale, a presença divina lhe daria coragem para tal. Ele não escolheria andar por esse vale, mas se preciso fosse, ainda que ele andasse, Deus estaria com ele. Algumas pessoas vão entender perfeitamente bem o que estou dizendo, por experiências vividas ou testemunhadas.

Obrigado Senhor, por fazer isso e muito mais por cada um de nós, seus filhos. Quando Jesus enfrentou a cruz, não foi uma escolha fácil e nem preferível, mas era a única que daria resultados, era a única resposta de amor aos pecadores reféns retidos por seus pecados, vendidos às garras do inferno e da morte, mas ele desceu lá por mim e por todos nós. Não foi sem sentido que o meu Senhor agonizava a ponto de soar sangue naquele jardim antes de ser preso e não menos quando ele bradou na cruz “…Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste!” Mas ele venceu e agora podemos vencer também e sermos até mais do que vencedores. Em nome de Jesus, amém.

Pr. Jason Gomes
Pastor da Igreja Batista Monte das Oliveiras – Guararapes

 

 

 

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