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Juízo ou avivamento?

Publicado em: 21/11/2015 por CBN-SP

Juízo ou Avivamento

É muito bom ver muitos segmentos da Igreja evangélica brasileira se interessando pelo Avivamento. Alegra-nos o envolvimento até de denominações conservadoras levantando essa bandeira.

Sobre esse assunto, porém, tenho algumas dúvidas é até mesmo um contra ponto.

Estou prevendo mais um juízo do que um avivamento.

Preocupa-me a falta de temor que domina os arraiais profanos e “os sagrados”. A bem da verdade, nem se consegue distinguir o que é profano e o que é sagrado. A igreja se mundanizou a tal ponto que cobrar certas mudanças de conduta e comportamento que ferem os ensinos bíblicos provocam estranhamento.

A nação brasileira está corrompida, Isaías, diria que da planta dos pés até os fios de cabelo, não há senão chagas e feridas.

Ainda há bolsões de resistência ao mundo e ao pecado dentro da igreja, mas são tão poucas que suas vozes chegam a ser abafadas. A oração é nossa única válvula de escape, instrumento da graça, para confessarmos pecados, arrepender, buscar a vontade de Deus.

Vejo na minha própria vida a dificuldade para orar, porque as solicitudes da vida clamam por nós a todo instante, os espinhos vão crescendo à nossa volta procurando sufocar a preciosa semente.

Tenho me recusado a atender problemas de ovelhas que são tão repetitivos e tão pequenos que só servem de enrosco. Não querem crescer e nem deixar você crescer.

Sou abençoado com uma boa equipe de colaboradores, deixo para eles vários encargos de pregação, ensino, e todos os que dizem respeito a visitas e aconselhamentos.

Mesmo assim, tenho que me espernear para encontrar tempo para orar.

Costumo cronometrar rigorosamente meu tempo de oração, o tempo que tenho alcançado é de uma hora em períodos descontínuos.

Um dia desses quando alcancei o tempo de quatro horas, foi o dia mais feliz da minha vida.

Mas seria exagero demais dizer que nossos pastores não oraram?

São ativistas, mas não oram. Procuram conhecimento, mas não oram. Criam e copiam métodos. São máquinas foto copiadoras, mas não oram.

E os membros das nossas igrejas?

Nas nossas reuniões de oração de quarta-feira, há um momento de orações de joelhos, rapidinho o pessoal se levanta, não aguenta ficar de joelhos.

Festas comemorativas de aniversário, casamento, e outras de caráter social são um meio de prender você das sete da noite até uma hora da madrugada. E a oração?

Quatro, cinco horas numa festa. Fora o tempo de preparo, cabelereiro, maquiagem, compra da indumentária.

Posso esperar avivamento ou juízo?

“Este povo honra-me com os lábios, mas seu coração está longe de mim.”

Você pode dizer – mas sou comprometido, canto no coral, ajudo no louvor, participo deste ou daquele ministério.

E a oração?

Sem oração estamos colocando fogo estranho no altar e nós sabemos muito bem o que aconteceu aos filhos de Arão.

Se você não ora, meu amigo, você é uma bexiga cheia, bem grandona, não precisa uma seta inflamada do inimigo para lhe derrubar, apenas uma pontinha de uma agulha e você vai explodir.

E as igrejas que fazem reunião de oração e o dirigente fala meia hora, mais quinze minutos de hinos, mais um pouco de falação e depois cinco minutos de oração.

Avivamento ou juízo?

Sei que há igrejas e pastores sérios, mas sei que o quadro geral é este. Quando em retiros converso com pastores, a primeira coisa que pergunto – como é a reunião de oração na sua igreja?

Joel diz (2.13) “Convertei-vos a mim e todo o vosso coração, e isto com jejuns e com pranto, rasgai os vossos corações, não os vossos vestidos…”.

Mas mesmo com isso ele diz “Quem sabe se não se voltará, e se arrependerá, e deixará após si uma benção?”. Observem – Quem sabe Deus se voltará, e se arrependerá e deixará após si uma benção?

Diz mais: “Chorem sacerdotes, ministros do Senhor …” e orem: “Poupa o teu povo, ó Senhor”.

Se fizermos uma analogia histórica entre Israel e a Igreja, veremos que só o remanescente de Israel foi abençoado, só o que passou na fornalha da provação, vide Israel no deserto, as tribos de Israel que desapareceram, sobrando só Judá e Benjamim, depois, Judá no exílio.

E Paulo diz – “Se isto aconteceu com Israel, oliveira natural, o que será de nós que somos oliveira brava e fomos enxertados?”

Paulo diz – “Se Deus fez o que fez com a natural, o que não fará com a oliveira brava que somos nós?”

Nessa hora é preciso ter visão histórica, discernimento espiritual, leitura atenta dos fatos como eles estão acontecendo, olhar introspectivo, e oração, muita oração.

Deus mandou nós olharmos para os céus. As nuvens são claras, límpidas, o céu está completamente azul, ou se avizinham nuvens negras no horizonte?

O que está acontecendo no Oriente Médio, na Coréia, África, Europa? o que os acontecimentos atuais nos falam?

O momento exige que sejamos hermeneutas da Bíblia e hermeneutas da história.

Exige uma exegese do cotidiano e exegese do cotidiano da igreja, submissos ao Espírito Santo, procurando ver com os joelhos no chão e discernir a hora; porque pode estar vindo um temporal sem precedentes dentro da história da humanidade.

Focar no avivamento pode nos tirar a visão de que é iminente a volta de Cristo, antecedida pelo princípio das dores ou pela própria grande tribulação?

No meio do fogo da prova, um remanescente da Igreja pode ser visitado – “e nos últimos dias derramarei do meu Espírito Sobre toda carne”. Um remanescente de Israel será salvo, assim como o remanescente da Igreja será vivificado.

Avivamento ou juízo?

 

Edson Quinezi

O Jornaleiro

http://edsonquinezi.com.br/

 

 

 

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