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Amargura de alma

Publicado em: 05/05/2016 por CBN-SP

Amargura de Alma

Jó 10.1 “A minha alma tem tédio da minha vida; darei livre curso à minha queixa, falarei na amargura da minha alma.”

Levando em consideração toda a situação pela qual Jó estava passando e seu quadro de saúde e ainda uns amigos lhe assistindo de tempo integral, se torna compreensível o tédio e a amargura interior que lhe ocorria.

Pessoas angustiadas, falam de suas angústias e pessoas amarguradas, destilam palavras e argumentos amargos e críticas ácidas, com afirmações contundentes sobre qualquer assunto. Jó estava passando por um momento, um tempo de dificuldades de grandes proporções; ele naturalmente não era amargurado, rancoroso e nem mesmo arrogante. Algumas de suas palavras aqui são argumentações até racionais e com algum fundo de verdade teológica, mas com um grande percentual de experiência própria “naquele contexto de vida.”

Mesmo sendo um contemporâneo de Abraão, podemos perceber que ele tinha uma boa e bem firmada experiência de conhecer a Deus. Sua doutrina e sua teologia, não foge do que veio a ser sistematizada posteriormente e que seguimos até hoje. A idéia de um Deus criador, todo poderoso, senhor de tudo e de todos, implacável em suas decisões, justo nas suas ações e reto em seus juízos, eram coisas muito firmes na vida de Jó.

Pessoas em sofrimento, sempre houve aqui na terra; por causas, as mais diversas, desde resultados de suas escolhas egoístas, até injustiças sociais, governamentais, abuso de poder e autoridade, ação maligna, enfermidades e males físicos e emocionais etc. Ainda hoje tem pessoas sofrendo em toda parte. Cristãos, ateus, idólatras, pagãos, religiosos praticantes e não praticantes. O fato de estar em sofrimento, não deve ser motivo para blasfemar contra Deus e atribuir todos os males como se a divindade estivesse de mal humor ou fosse um sádico torturador. Também não pode ser razão para negar a Deus ou o respeito e o temor que lhe é devido. A qualidade da fé e sua solidez, é que determina a reação da pessoa.

Quem tem uma revelação plena e forte de quem é o Deus de sua fé e devoção, mesmo em situação crítica, tem “sua casa edificada sobre a rocha.” E quem tem uma revelação pobre, incompleta ou falsa sobre Deus, esse, está “em maus lençóis” na hora da provação, pois “sua casa está firmada sobre a areia.” O princípio do mundo dos negócios, ilustrado na fábula da formiga e da cigarra, que ensina usar o tempo bom e favorável para acumular provisões para os tempos difíceis, também serve para a vida espiritual e devocional. Enquanto está tudo bem, calmo e favorável, deve-se investir alto e acumular energia e suprimento para poder gastar nos tempos de provação e dificuldades.

Jó estava amargurado, entediado, estressado e com tolerância zero, mas não estava incrédulo, ressentido e avesso à fé e ao bem. Como reagimos ao sofrimento? Como reagimos ao desconhecido adverso? Onde fica nossa fé, quando tudo que parece que conhecemos não funciona? Esse é o X da questão!

Pai, obrigado por mais um dia que uma oportunidade de aprender e crescer diante de ti e compreender que apesar das adversidades, o Senhor continua fiel e justo e não nos entrega à destruição. Obrigado pela situação favorável que a maioria dos teus filhos desfrutam, mas precisamos orar e interceder pelos demais membros do nosso corpo que se encontram em situações de risco, sob perseguições organizadas e dispostas a destruir, arruinar e causar sofrimento. Oramos pelos enfermos, e em tratamentos prolongados, para que persistam em crer e te conhecer dentro desse contexto. Abençoa, aqueles que pode fazer alguma coisa para minorar a dor e o sofrimento de nossos amados. Que sejamos instrumentos de tua bondade, ainda que apenas com uma palavra amiga, ou uma presença silenciosa, mas que conforta e alenta. Em nome de Jesus, amém!

Pr. Jason Gomes

 

 

 

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