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A mulher de Jó

Publicado em: 05/05/2016 por CBN-SP

A mulher de Jó

Jó 2.9 “Então, sua mulher lhe disse: Ainda conservas a tua integridade? Amaldiçoa a Deus e morre.”

Quero refletir hoje sobre o papel dessa mulher e do que podemos aprender com a experiência dela. Quero pensar que a história linda e que até mesmo Deus fez questão de deixar registrado para nós, foi de seu servo Jó, não de sua esposa. Por outro lado, não quero colocar sobre ela um peso e julgamento que seja injusto, pois julgá-la num único episódio em que temos registrado, pode ser temerário.

Sabemos que ela dera a Jó sete filhos e três filhas e que eram unidos, amigos, celebravam juntos e que Jó cuidava espiritualmente bem de sua casa como sacerdote. Então, com certeza ela era uma boa pessoa, que também entrou numa situação muito difícil sem ter qualquer noção do porquê daquilo tudo.

Por outro lado, estamos vendo tudo acontecer de um ponto de vista ocidental, de muitos séculos de diferença, onde os conceitos e costumes são bem diferentes daquela época. A esposa de Jó, teve uma reação, digamos intempestiva, diante de tantas calamidades sucessivas e convenhamos, foi muita coisa mesmo.

Certo dia, acordaram como em tantos outros, como fazendeiros prósperos, família ajustada e feliz, cidadãos respeitados na comunidade, funcionários e servos cumprindo suas tarefas, dia de aniversário do filho primogénitos e a festa hoje era na casa dele, tudo perfeito, tudo normal. No final do dia, não tinham mais nenhum animal em toda a fazendo, foram roubados, destruídos por calamidades, morreram todos os dez filhos num desastre estúpido e sem explicações lógicas, na casa em que celebravam, todos os servos e empregados, mortos, com exceção de uns quatro ou cinco. Estavam falidos, quebrados, sem mão de obra e sem como até socorrerem-se a si mesmos. Logo em seguida, questão de poucos dias, quem sabe, até mesmo no dia seguinte, Jó aparece doente, cheio de tumores infecciosos e infeccionados, fedidos e que tomam o corpo todo, da planta dos pés até o alto da cabeça, o homem era uma chaga só.

Me diga, isso não é desesperador? Uma esposa, uma distinta senhora piedosa, rica e bem cuidada, vendo tudo isso acontecer em espaço de horas, uma má notícia atrás da outra e agora, o marido, que era o seu porto seguro e ponto de equilíbrio em situações de crise, estava nesse estado, como ela deveria reagir? Claro, todo diria: “com fé, com paciência e desesperar não ajudaria em nada!” Não acha que é cômodo demais, para nós? Posso afirmar com certeza, que esposas que passam ou passaram por situações de grande dificuldade, como acidentes com esposo e filhos, ou doenças graves e faltando recursos tendo que deixar o trabalho para cuidar, ou tendo que ir trabalhar para sustentar e ajudar, vão entender melhor a situação da esposa de Jó.

Temos visto, tantos casos, de mulheres que entram em pânico e desespero por uma causa “justa”, quando sua unha se quebra, ou o penteado não ficou bom; as jovens cristãs ou adolescentes, entram em crise e depressão pois o aparecimento de uma espinha e desastroso para a imagem e auto afirmação. Irmãos que estão em crise de fé e comunhão, porque não visto ou cumprimentado na rua por outro membro da igreja. Outros depois de dois anos de grandes serviços prestados na igreja, não foi elogiado pelo pastor e nem reconhecido pelos irmãos, afinal, elegeram outro para aquela função. Queridos, o nosso sofrimento hoje em dia é terrível, desanimador. Se Jó visse a nossa situação ele e pararia de choramingar e se levantaria e viria nos consolar e confortar. É muito provável que a esposa dele, deixaria seus supérfluos problemas e choraria com a gente!

Concordo, que ela poderia ter sido mais companheira com Jó, pois embora a tragédia atingira a todos, para ele sobrara uma porção a mais. Será também que o grito de raiva e desespero dela não era um misto de piedade e egoísmo? Não era fácil ver seu marido daquele jeito, sofrendo sem ajuda, sem alívio e ela não tinha antibióticos, morfina, pomadas ou mesmo médico e hospital que a socorresse. A morte aliviaria o sofrimento físico dele e daria a ela uma dor profunda, mas apenas sua; sofrer ao ver alguém querido sofrendo e sem poder ajudar é realmente muito dolorido. Por outro lado, a morte de Jó, seria o alívio dela. Podemos pensar, dizer e falar o que vier na cabeça, mas ninguém quer estar na pele dela.

Graças, senhor, pela vida de qualidade que temos e pela saúde física e emocional, que podemos desfrutar ao lado dos nossos familiares. Sou agradecido pelo privilégio de conhecer a história de Jó e dos seus sofrimentos, onde ele aprendeu e confirmou sua fé e também foi honrado por ti. Obrigado pela obra de amor restaurador que aconteceu com eles, pois ainda vieram a ser novamente uma família feliz e completa, pois vieram a ter outros filhos e filhas. Obrigado pela restituição, que faz parte do amor redentor, que em Cristo está disponível a todos nós ainda hoje. Oro a ti, em interseção amorosa pelos que estão em estado de sofrimento e enfermidades. Os abençoamos com bênção de vida e saúde, e que os seus corações estejam confirmados com a tua graça. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason Gomes

 

 

 

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